Publicado
2 anos agoem
Por
Bruno Artois
Imagine que você está numa praia isolada, onde o sol brinca de pintar o mar com tons de verde e azul, e a areia parece um tapete infinito que convida seus pés a dançar. Agora, feche os olhos por um instante e sinta o cheiro da maresia, o vento suave no rosto, e escute, ao fundo, aquele grave pulsante que ecoa de longe, como um chamado hipnótico. Bem-vindo ao Universo Paralello, um festival de música eletrônica que não é apenas um evento, mas um portal para um mundo diferente, onde realidade e fantasia caminham lado a lado.
Para muitos, o Universo Paralello é como atravessar um espelho mágico: você sai do cotidiano e, de repente, encontra-se num lugar onde as horas parecem dançar conforme o ritmo da música, e as fronteiras do “possível” se dissolvem na energia coletiva. Fundado lá no início dos anos 2000, este festival acontece na Bahia, geralmente no final do ano, quando a maioria das pessoas está dando adeus ao passado e abraçando o futuro. É como se o relógio do tempo ali marcasse não só a passagem do ano, mas a passagem para uma nova dimensão cultural, artística e humana.
A grande magia do Universo Paralello não está apenas nos DJs renomados, nas pistas iluminadas por lasers e no som que faz o coração vibrar. Ela também mora na mistura de gente de todo lugar, cada qual carregando um jeito, um sotaque, uma história. É um encontro de tribos, um mosaico humano que reflete a diversidade do planeta. Pensa em um grande caldeirão onde você adiciona pitadas de culturas, idiomas e estilos, e o resultado é um sabor único de pertencimento.
Apesar de ser um festival de música eletrônica, o Universo Paralello é também um espaço para explorar artes visuais, instalações psicodélicas, workshops e vivências. Imagine oficinas de ioga ao amanhecer, rodas de conversa sobre sustentabilidade, apresentações de circo e malabares ao cair da tarde. Cada atividade é um tijolo na construção dessa “cidade temporária”, erguida para celebrar a liberdade criativa e o respeito mútuo.
O Universo Paralello não é apenas uma festa; é uma ideia viva sobre como coexistir em harmonia com a natureza. Há iniciativas de reciclagem, projetos educativos e incentivo ao consumo consciente. É como se o próprio festival dissesse a cada visitante: “Você pode se divertir, celebrar, dançar, mas lembre-se: este mundo é sua casa.”
E que tal falar da gastronomia? Acredite, não faltam opções para alimentar o corpo e a alma. De barraquinhas coloridas com comidas naturais a pratos inspirados na culinária local, tudo parece pensado para deixar sua experiência ainda mais completa. É como saborear uma refeição caseira num cenário de cinema.
Talvez uma das maiores belezas do Universo Paralello seja a sensação de que, ao voltar para casa, você não é a mesma pessoa que entrou naquela realidade alternativa. É como mergulhar num rio e emergir renovado, carregando nas costas uma mochila cheia de memórias, risadas, aprendizados e sensações inéditas.
Em suma, o Universo Paralello não é só um festival—é uma carta de amor à diversidade humana, uma experiência sensorial e emocional que nos lembra que, mesmo num mundo complexo, ainda existem lugares onde a conexão entre as pessoas e a cultura pode criar um universo à parte.
Conteúdo Autoral
Encontrei minha paixão pela música eletrônica na infância e sonho em viajar pelo mundo fazendo o que amo e conhecendo novas culturas.
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