Lançamentos
Justin Hawkes retorna com o álbum Now Or Never
Justin Hawkes lança Now Or Never, segundo álbum de drum and bass, com 12 faixas mixadas em fluxo contínuo, feito sem inteligência artificial.
Justin Hawkes tem um nome para o que faz: drum and bass experiencial, música construída para ser atravessada do início ao fim, e não picotada faixa por faixa. “Now Or Never”, seu segundo álbum, é exatamente isso, doze faixas mixadas de forma contínua num único fluxo, passando por drum and bass mais tecnológico, future jungle, halftime, jump-up moderno e progressive, com um fio narrativo claro do primeiro ao último compasso. É um disco de alto impacto, pensado para o club, mas detalhado o suficiente para recompensar uma escuta mais atenta, feito tanto para o galpão quanto para o fone de ouvido.
Um trabalho de ponta a ponta
O álbum também é obra do artista do início ao fim. Justin escreveu e produziu cada faixa, escreveu e cantou boa parte das letras e coassinou o universo visual construído em torno do disco.
Sequência do álbum de estreia de 2022, “Existential”, “Now Or Never” gira em torno de uma única pergunta, quando a paixão chama, você responde? Enquanto “Existential” explorava o contraste entre as tragédias e as harmonias da vida, este disco trata a paixão como algo carregado ao longo do tempo, uma força que molda identidade, memória e instinto. Cada faixa representa uma expressão diferente dela, resistência, atração, descoberta, dança, cura, amor e autorrealização. Mais do que um conjunto de singles avulsos, o álbum foi construído como um mundo completo, com linguagem visual própria atravessando cada capítulo, e reforça a posição de Justin como um dos artistas americanos que ativamente definem o drum and bass norte-americano, dando ao gênero uma identidade criativa própria por aqui.
Num momento em que a inteligência artificial está reformulando a forma como discos são feitos, Justin manteve o projeto inteiro criado por humanos, do áudio à arte de capa.
Em suas próprias palavras, “Now Or Never” captura um ciclo completo de tempo e transcendência, narrando um caminho contínuo de transformação dentro de sua vida e levantando perguntas profundas sobre a natureza das paixões centrais e o lugar delas na alma. Ele descreve o processo de composição como uma exploração dos sentimentos que trouxeram os valores centrais que sempre carregou, da resistência da mente contra o autoritarismo à natureza humana de buscar afeto, explorar, inovar ou simplesmente se reunir para dançar, atravessando todo o caminho existencial da alma em busca de uma resposta para por que existo. Os doze capítulos dessa história caminham por uma jornada de autodescoberta, com cada música funcionando como uma vida inteira levando à próxima virada decisiva. Para ele, a consciência é uma experiência infinitamente complexa e ao mesmo tempo infinitamente interconectada, e o álbum nasceu da vontade de amar e abraçar esse mistério. Nesse momento de virada marcado pela inteligência artificial, Justin escolheu explicitamente trabalhar só com criação humana, dirigindo e criando pessoalmente todo o áudio, texto, foto e vídeo com a ajuda de Chase Yaws e Sadler Milbrath. Ele espera que quem ouvir o disco encontre uma parte de si mesmo ali dentro, e consiga reconhecer e amar a bela dicotomia entre luz e escuridão que existe em todos nós.
Quinze anos construindo um caminho pouco comum no drum and bass
Justin Hawkes passou boa parte de quinze anos construindo um caminho incomum dentro do drum and bass, um percurso que começou nas montanhas do sudoeste da Virgínia, em 2011, e que hoje faz dele um dos poucos produtores americanos com espaço real dentro de um gênero majoritariamente europeu. Suas produções transitam entre picos melódicos e panorâmicos e material mais duro e mecânico voltado ao club, um alcance que já rendeu apoio de Sub Focus, Andy C, Wilkinson, RL Grime, Knife Party, Pendulum, Porter Robinson e Black Tiger Sex Machine. No início da carreira, atuou sob o nome Flite antes de adotar o nome Justin Hawkes em 2020. Dois anos depois, o álbum de estreia “Existential” deixou clara sua disposição de ignorar as fronteiras usuais do gênero, ancorado pelo single de pegada country rock “Better Than Gold”.
Seu catálogo já ultrapassou 100 milhões de streams, levou o artista por mais de 14 países e resultou em apresentações no Alexandra Palace, em Londres, no Electric Daisy Carnival e no Tomorrowland, tanto na Bélgica quanto no Brasil. Sua música também aparece em jogos de peso como Rocket League e Fortnite, e os shows ao vivo apostam pesado em improviso em vez de um set fixo. Ao longo de 2026, ele segue em turnê pela América do Norte, com datas de festival em Shambhala, Bass Canyon, Electric Love e Friendzy Fest.
Próximas datas
Os próximos compromissos de Justin Hawkes passam pelo Bass Canyon Festival, em George, no estado de Washington, em 15 de agosto, seguem para o Sunbar, em Tempe, no Arizona, em 21 de agosto, chegam ao Fiber Open Air, em Nijmegen, na Holanda, em 5 de setembro, e ao Helios, em Colônia, na Alemanha, em 11 de setembro. Em outubro, o artista se apresenta no Tribal Roots, em Wichita, no Kansas, no dia 10, e encerra o período no Get Freaky, em Salt Lake City, em Utah, no dia 24.
