Uma amizade que virou faixa
Para Victor, a faixa marca o encontro de duas trajetórias construídas dentro do techno e de uma relação artística que vem de longa data. Huntemann está entre as referências do brasileiro desde o início de sua carreira, e a admiração se transformou, ao longo dos anos, em amizade e numa parceria que já tinha rendido remixes de um para o outro antes mesmo desse lançamento.
“Oliver Huntemann é uma das minhas principais referências e influências desde que comecei no techno. Ao longo dos anos, nos tornamos muito amigos e fizemos remixes um para o outro. A colaboração foi muito natural, pois já estávamos falando em fazer um som juntos há muito tempo”, conta Victor.
A oportunidade finalmente apareceu a partir de uma ideia enviada por Huntemann. A partir dela, Victor assumiu a finalização da produção, num processo que aconteceu de maneira particularmente fluida. O resultado é uma faixa que coloca lado a lado duas assinaturas bastante reconhecíveis dentro do techno, a construção hipnótica e meticulosa de Huntemann e a energia característica da produção de Victor Ruiz, que há anos ocupa espaço de destaque na cena internacional.
Quem é Oliver Huntemann
Com uma trajetória que atravessa diferentes fases do techno e uma extensa discografia como DJ e produtor, Oliver Huntemann chega à colaboração com uma linguagem já consolidada, marcada por produções autorais e remixes para nomes como Underworld, The Chemical Brothers e Depeche Mode.
O momento de Victor Ruiz
“Y” chega poucas semanas depois de Victor Ruiz apresentar “VICTOR”, seu primeiro álbum de estúdio, no qual abandonou momentaneamente as expectativas associadas ao próprio nome para explorar um lado mais íntimo e abrangente de sua musicalidade. Com apenas uma faixa de techno, o disco passa por referências de ambient, electronica, drum’n’bass, house, indie dance e synth-pop.
A collab com Oliver Huntemann, assim como as recentes “Don’t Mess With Us” e o remix oficial psy-techno para “Liquid Hook”, clássico de Captain Hook e Liquid Soul, representa, porém, um momento de retorno ao seu lado A, mais voltado aos momentos de pico das pistas de dança. E, como o próprio produtor define, trata-se, definitivamente, de uma bomba.