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D-EDGE entrega experiência imersiva, cenografia e atrações de alto nível
Mesclando astros internacionais com nomes que ajudaram a escrever a história da casa, celebração de um quarto de século reafirmou o poder do D-EDGE como hub cultural
Mesclando astros internacionais com nomes que ajudaram a escrever a história da casa, celebração de um quarto de século reafirmou o poder do D-EDGE como hub cultural
Publicado
1 ano atrásem
Por
Bruno Artois
Era preciso um lugar à altura da história, e a produção escolheu a dedo. Às margens da linha do trem, com a paisagem industrial de São Paulo como pano de fundo, o KOMPLEXO TEMPO se transformou, no último dia 17 de abril, na noite de 25 anos do D-EDGE em uma verdadeira catedral da música eletrônica. Foram 12 horas de celebração intensa, com mais de sete mil pessoas ocupando cada centímetro de um dos espaços mais impressionantes da cidade, embaladas por um lineup diverso e impecavelmente curado.
Mais do que uma festa, foi um ritual de consagração de uma marca que há décadas molda a cena eletrônica brasileira e latino-americana. O D-EDGE, que começou como club e se transformou em uma plataforma completa de cultura eletrônica, mostrou mais uma vez por que é insubstituível.
Logo ao entrar no KOMPLEXO TEMPO, era impossível não se impressionar com a cenografia grandiosa. Muti Randolph, arquiteto de experiências e parceiro de longa data da casa paulistana, assinou mais uma vez a concepção visual do evento na pista principal e as outras ficaram a cargo de Fabiano Tamburus. A iluminação era deslumbrante, em perfeita sincronia com os beats que pulsavam nas pistas — criando momentos quase hipnóticos, onde luz e som se fundiam em uma única vibração.
A estrutura impecável garantiu conforto e fluidez, mesmo com as pistas lotadas do início ao fim. Foram 12 horas com energia constante, sem queda de vibe, numa maratona sonora que reafirmou o espírito do D-EDGE: a pista em primeiro lugar.
O lineup do D-EDGE 25 anos foi um reflexo fiel do que a marca representa: diversidade, inovação e reverência à história. Ícones internacionais, como Bora Uzer, Facundo Mohrr, Moblack e Sébastien Léger, dividiram espaço com nomes que ajudaram a construir o legado do clube — nomes que são parte do DNA da casa, como Adria, Cesare vs Disorder, Coppola, Drunky Daniels, Pricila Diaz, Sarah Stenzel, Sheldon e Waltervelt.
Responsável por algumas das faixas mais emblemáticas da house music mundial, Armand Van Helden foi uma das atrações mais aguardadas da noite — e não decepcionou. Em sua estreia no Brasil, o astro americano entregou um set que foi muito além dos hits: uma verdadeira aula de pista, groove e irreverência. Com mais de três décadas de carreira, o produtor é conhecido por transformar batidas em hinos e criar conexões profundas com o público, e no aniversário de 25 anos do D-EDGE, não foi diferente. Seu som proporcionou alguns dos momentos mais icônicos do evento, reafirmando seu lugar entre os gigantes da música eletrônica global.
Gui Boratto, um dos pilares da cena eletrônica brasileira com carreira internacional consolidada, fez um set marcante, carregado de identidade. O B2B entre Adnan Sharif e Teclas foi um dos momentos mais comentados da noite — um encontro raro e hipnótico, que conectou influências latinas, grooves envolventes e uma técnica impecável.
A presença de Ratier foi, como sempre, um símbolo da força e da visão que sustentam o D-EDGE. Mais do que fundador, ele é maestro, mentor e motor criativo por trás dessa plataforma. Seu set foi um dos ápices da noite, costurando faixas com elegância, intensidade e aquele sentimento de casa que só ele consegue transmitir.
Com três selos ativos, uma escola de DJs que já formou mais de 1.500 alunos, turnês internacionais, residências em Ibiza e três clubes em diferentes estados, o D-EDGE mostrou seu poder como o verdadeiro hub de cultura eletrônica que é, com impacto real e duradouro no Brasil e além.
E como 25 anos não cabem em uma noite só, o D-EDGE levou sua festa também ao Rio de Janeiro, ampliando as comemorações para outras pistas e públicos. Foi mais uma prova de que o clube é um organismo vivo, que pulsa por onde passa e que continua expandindo seus horizontes.
Na ocasião, se apresentaram Armand Van Helden, Sébastien Léger, Ratier, Leo Janeiro, Clubinho Crew, Marie U, Ella de Vuono e Underdogs.
As redes sociais foram tomadas por vídeos, depoimentos e registros que traduzem o que não cabe em palavras: a emoção coletiva de fazer parte de algo maior. O público saiu do evento com os olhos brilhando e os ouvidos gratos. Entre os comentários, um sentimento comum: o D-EDGE segue sendo referência, não apenas no Brasil, mas como um dos pilares da música eletrônica na América Latina.
Encontrei minha paixão pela música eletrônica na infância e sonho em viajar pelo mundo fazendo o que amo e conhecendo novas culturas.
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