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Megazord do Tecnobrega: palco vira templo das aparelhagens paraenses que tomam conta do Psica 2025

Carabao O Máximo, Tudão Crocodilo e Rubi – A Nave do Som lideram uma celebração histórica da estética eletrônica periférica do Pará durante festival

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Crédito: Adriely F.

O Festival Psica 2025 tem uma tradição sonora já muito aguardada pelo seu público, abrindo sempre um espaço especial para uma cena raiz da cultura paraense: as tradicionais aparelhagens. No palco Megazord, que também receberá Freedom FM, as estruturas de som e festa estão garantidas com Carabao O Máximo, Tudão Crocodilo e Rubi – A Nave do Som, três nomes potentes que se apresentarão ao longo dos dias 12, 13 e 14 de dezembro no Estádio do Mangueirão e na Cidade Velha,  representando a força periférica popular do Pará.

Muito além do espetáculo e da festa, essas apresentações são uma celebração de uma cultura que une tecnologia, criatividade periférica amazônica, resistência e “rock doido”. O festival se destaca, então, por proporcionar um momento raro ao público: a possibilidade de acompanhar várias aparelhagens num mesmo evento em Belém.

As aparelhagens

Carabao O Máximo é a mais nova grande aparelhagem do Pará, criada em 2022 e já considerada uma das maiores do estado. Com estrutura moderna de som, luz e palco, ela leva ao público toda a identidade da cultura do Marajó e do tecnobrega. Conhecida por misturar tanto “bregas saudade” (clássicos românticos, hits antigos) quanto “bregas marcantes” (sucessos recentes, tecnobrega acelerado), atendendo a diferentes gerações do público que curte nostalgia ao que busca o novo. 

A galera do Tudão Crocodilo já é conhecida fora do Estado, sendo um dos destaques da Virada Cultural de São Paulo em 2025. Faz parte da tradição das aparelhagens paraenses, sendo famoso pelo poder visual e sonoro: estrutura de LED com show pirotécnico e uma cenografia que remete ao animal do seu nome.

Já a Rubi – A Nave do Som carrega a pulsação das festas periféricas, e já chegou a ser chamada de “Portal Intergálactico” e participou do encerramento da COP30 em Belém.

Crédito: Adriely F.

Muito além do som

Esse tipo de manifestação festiva é parte fundamental da cultura musical da Amazônia e têm papel determinante na expansão do tecnobrega, gênero nascido em Belém e que se desenvolveu a partir da potência dos sistemas de som grandiosos, ligados a um show de luzes e DJs performáticos que arrastam grandes multidões por onde passam. Essa forma de fazer música e festa criou um ecossistema próprio, no qual tecnologia, criatividade popular e celebração coletiva se encontram.

Ao levar Carabao O Máximo, Tudão Crocodilo e Rubi – A Nave do Som para o Psica 2025, o festival amplia a visibilidade dessa cena e reafirma seu protagonismo nacional e internacional. É a Amazônia contemporânea ocupando o palco com força máxima, mostrando que a região também ecoa em batidas altas, luzes intensas e potência coletiva.

As aparelhagens vão muito além das caixas de som gigantes. Elas são ponto de encontro, de festa e de afirmação amazônica. É onde a cultura popular se movimenta por conta própria, sem depender dos caminhos tradicionais da indústria, criando seus próprios mercados e fortalecendo as identidades das periferias. Nas noites de aparelhagem, tudo vira um grande ritual contemporâneo.

Serviço

Festival Psica 2025 – O Retorno da Dourada
Onde: Cidade Velha – Belém (PA)
Quando: 12, 13 e 14 de dezembro de 2025
Ingressos: Passaportes a partir de R$ 125 (meia) disponíveis na [Ingresse] / Gratuidade: Lista TransFree e PCD’s
Redes: @festivalpsica / Site Oficial

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