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D-Nox e André Moret unem forças em “Sessions Part 1”, primeiro EP de álbum colaborativo previsto para 2026

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O universo do progressive house ganhou um novo capítulo com o lançamento de “Sessions Part 1”, o primeiro de três EPs que compõem o álbum colaborativo entre D-Nox e André Moret, previsto para 2026, pela Sprout Music. Ouça aqui!

O trabalho marca o encontro entre duas gerações de produtores — um dos nomes mais respeitados da cena global e um dos principais expoentes da nova safra brasileira — em uma parceria que se destaca por sua liberdade criativa e autenticidade rara no mercado eletrônico atual.

O EP traz três faixas inéditas, produzidas integralmente no estúdio de André Moret, em Valinhos/SP, onde a dupla encontrou o equilíbrio entre dois mundos sonoros do progressive house: o melódico, profundo e cinematográfico de Moret com a energia clubber e pulsante que consagrou D-Nox nas pistas do planeta.

Uma criação “pura” e sem filtros

Em uma era dominada por fórmulas, algoritmos e pressões por resultados rápidos, D-Nox e André Moret escolheram o caminho oposto. 

“Não tem remix, não tem bootleg, não tem sample. É tudo 100% novo”, explica o DJ alemão radicado no Brasil, que classificou o projeto como o trabalho mais sincero que produziu em uma década.

Ele conta que a colaboração foi construída em clima quase familiar. 

“O André mora com a família, e eu acabei virando quase um filho pra eles. A gente fazia música, jantava junto, vivia o processo com verdade. É a coisa mais pura que fiz desde que saí da Alemanha”, revela o produtor, que vive há dez anos fora do país natal e há muito não experimentava uma imersão criativa tão íntima.

O resultado é um som livre de amarras, feito sem pensar em charts, tendências ou fórmulas de pista. 

“Não queríamos criar hits de festival nem pensar no Top 1 do Beatport. Queríamos apenas fazer música — do coração, do estômago, sem managers ou pressões externas”, reforça D-Nox.

Progressive house com alma e identidade

“Sessions Part 1” entrega exatamente isso: música progressiva no sentido mais amplo da palavra. São três faixas (“Discovery”, “Cosmic” e “Brisa”) construídas com texturas ricas, groove hipnótico e narrativa emocional — criadas para quem realmente é apaixonado por música.

O germânico define o som como “progressive house clássico com espírito de pista”. O equilíbrio entre as atmosferas densas e melódicas de Moret e a pegada direta e enérgica de D-Nox cria uma assinatura híbrida, que soa atemporal e atual.

O EP também já vem ganhando suporte de nomes gigantes da cena internacional, incluindo Nick Warren, Danny Tenaglia, Gai Barone, Anthony Pappa, a brasileira BLANCAh e outros artistas que reconheceram a força e autenticidade das faixas.

Um álbum dividido em três partes

O projeto “Sessions” é composto por três EPs, cada um com três faixas, a serem lançados entre outubro e dezembro deste ano. O segundo sai em 21 de novembro, o terceiro em 28 de dezembro e, juntos, eles formam o corpo do álbum completo — com 11 músicas inéditas, cuja data oficial de chegada ainda será anunciada.

A estratégia, explica D-Nox, é uma resposta inteligente à forma como o público consome música hoje: 

“Muitos DJs e ouvintes já não têm paciência para álbuns completos. As plataformas de música eletrônica também não dão tanto destaque a LPs. Então decidimos dividir o trabalho em partes — para que cada lançamento respire, gere curiosidade e mantenha o público conectado até o álbum completo sair”.

A liberdade como manifesto

“Sessions Part 1” é um manifesto artístico. É sobre a coragem de criar sem buscar aprovação, de experimentar sem medo e de devolver humanidade a uma cena que, nas palavras de D-Nox, “anda se copiando demais”.

“É muito legal produzir música sem pensar em expectativa. Já tive músicas no Top 1 do Beatport, no Top 10, e no final isso não muda nada. As pessoas esquecem rápido. Queríamos fazer algo que ficasse, mesmo que de forma mais silenciosa”, conclui.

“Sessions Part 1” marca, portanto, o início de uma jornada musical que promete se desdobrar em três atos até o álbum completo chegar — um trabalho que já nasce com alma, propósito e a assinatura de dois artistas que entendem que o tempo e a verdade ainda são as melhores ferramentas.

Encontrei minha paixão pela música eletrônica na infância e sonho em viajar pelo mundo fazendo o que amo e conhecendo novas culturas.