Cemnect with us

Notícias

Além do verão europeu: descubra a temporada de festas norte-americana

DJ e produtor Leo Oliver, residente em Miami, conta detalhes

Publicado

em

De junho a setembro, o verão toma conta da Europa. Além do calor, uma diversidade de festas e festivais de música eletrônica entram para o calendário da temporada, movimentando a cena e a agenda de DJs e produtores de todos os países.

Muito se deseja ir à Ibiza (Espanha), Bélgica e Amsterdam (Holanda), mas pouco se fala sobre as possibilidades de curtir rolês de música eletrônica nos Estados Unidos, que vivem a mesma época de verão no hemisfério norte.

O DJ e produtor Leo Oliver, nascido no Brasil mas residente em Miami há oito anos, conta que o país fica repleto de opções. No centro-oeste, locais como Nova York, Boston e Chicago, que sofrem com o clima gelado em invernos rigorosos, também sabem aproveitar os dias enrolados do verão. Sem contar Las Vegas, que abriga um enorme número de pool parties.

“O cenário americano muda completamente. É uma festa atrás de outra, um festival atrás de outro… Durante essa fase do verão, as casas noturnas bombam, o negócio esquenta de uma maneira muito forte”, revela.

“Tem uma enxurrada de canadenses descendo pros Estados Unidos nesse período. Vem também bastante gente da América do Sul. Os turistas de todo mundo acabam vindo pra cá, principalmente pra Miami, que é uma cidade de praia e com clima quente. É uma época perfeita para fazer boat parties e pool parties aqui. E com isso, além dos artistas norte-americanos, a gente acaba recebendo uma série de DJs internacionais”, continua.

Créditos: Divulgação

O brasileiro explica que há uma grande estrutura e muitos artistas acabam fazendo um bate-volta, assim como acontece na Europa, indo e voltando do país para turnês. Entre os nomes mais frequentes estão James Hype, Tita Lau e Solomun. 

“Sem contar os big fishers, o pessoal que está começando a marcar sua presença no mercado, como eu, tem muita oportunidade de criar residências, porque os clubs começam a precisar de DJs como uma base de apoio, ou seja, um DJ residente. Também tem espaço para pessoas que liderem projetos e que tenham uma boa base em questões de organização de eventos e produção musical, que saibam o que está acontecendo no mercado. Aí entra a vantagem de criar os projetos próprios e residências”, explica.

No caso de Leo Oliver, o DJ e produtor atua em quatro residências fixas. Às quintas-feiras à noite, ele se apresenta no Kiki on the River, um restaurante famoso de Miami River, com ambiente luxuoso. Por conta de ser uma vibe de jantar, o som que rola é um afro house e um sexy house. No mesmo dia da semana, ele segue para Boho House e passa a madrugada toda ao lado dos parceiros Gianni Petrarca e Rodrigo Vieira. Eles estão há dois anos com o projeto Nativos (BR) tocando neste local famoso como antro do afro house.

Créditos: Divulgação

Às sextas-feiras ele comanda um projeto próprio dentro do Saxony Lounge, no Hotel Faena, um dos locais cinco estrelas de South Beach. “A gente faz uma noite bem agradável, high-end, com DJs que tocam uma vibe mais disco e house. Eventualmente a gente coloca algum DJ que toque um pouquinho mais de Open Format, no sentido de trazer músicas mais pop. É um ambiente bem gostoso, super high class”, conta.

Já aos sábados e domingos ele faz participações mensais no Joia Beach, um beach club bem famoso em Miami. Trata-se de um restaurante com balada bem no meio da praia, pé na areia, com cabine do DJ entre espreguiçadeiras e mesas, onde o público pode sair da pista de dança direto para um mergulho no mar. “É muito gostoso o ambiente. O sunset de lá se chama Dancing Under The Stars, ou seja, dançar ali a céu aberto é o que faz essa balada ser incrivelmente destacada aqui em Miami”.

Leo Oliver ressalta que o período de verão norte-americano traz ótimas oportunidades para DJs. “Os clubs estão dispostos a investir, em ter pessoas novas, em trazer algo diferente pra cena. Por isso aconselho que venham ao país e busquem contatos. Nós conseguimos encaixar artistas nas nossas noites, porque  independente do estilo, sempre encontramos um meio termo para isso”, finaliza.

Encontrei minha paixão pela música eletrônica na infância e sonho em viajar pelo mundo fazendo o que amo e conhecendo novas culturas.

Cemtinue Reading
CLIQUE PARA COMENTAR

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *