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Festival

Do The Town ao Coachella: intercâmbio como porta de entrada para os maiores festivais do mundo

Pesquisa Belta 2025 mostra que 65% dos brasileiros buscam o intercâmbio pela vivência cultural, e festivais globais são o cenário perfeito para isso

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Créditos: Alisson Demétrio

A música é uma das formas mais universais de conexão entre culturas, e os grandes festivais ao redor do mundo se consolidaram como experiências que vão muito além do entretenimento. Para quem está em intercâmbio, eles se tornam uma verdadeira aula prática de diversidade cultural, linguística e social. Seja em São Paulo, na Califórnia ou em países europeus, os eventos musicais estão entre os principais atrativos para jovens que desejam unir estudo e lazer em uma mesma viagem.

O The Town, que começou no último sábado (6) e domingo (7) com shows de Travis Scott, Ms. Lauryn Hill, Green Day e Iggy Pop, já mostrou a força de um festival multicultural no Brasil. A programação segue no próximo fim de semana, com grandes nomes como Katy Perry, Mariah Carey e Backstreet Boys, atraindo tanto brasileiros quanto estrangeiros. Para os estudantes internacionais, é uma oportunidade de vivenciar de perto a cena musical do país, enquanto para os brasileiros que se preparam para o intercâmbio, é um aperitivo do que podem encontrar em outros destinos.

Segundo a pesquisa Selo Belta 2025, além do crescimento de 17% projetado para o setor, 65% dos brasileiros que buscam intercâmbio têm como principal motivação a vivência cultural proporcionada pela experiência internacional. Isso mostra como o desejo de ir além da sala de aula e se conectar com diferentes estilos de vida e expressões artísticas pesa cada vez mais na decisão de quem estuda fora.

“O intercâmbio vai muito além do aprendizado de um idioma. Ele se fortalece como uma oportunidade única de inserção cultural. Festivais como o Coachella, o Tomorrowland ou até mesmo o The Town, aqui no Brasil, são pontos de encontro globais, em que os jovens podem vivenciar a diversidade de forma intensa e prática”, afirma Alexandre Argenta, presidente da Belta.

Entre os principais festivais que atraem intercambistas ao redor do mundo estão:

Coachella (EUA): referência mundial pela música, arte e moda, movimenta mais de US$250 milhões por edição e recebe cerca de meio milhão de pessoas.

Osheaga (Canadá): em Montreal, mistura rock alternativo, pop e indie, atraindo jovens de todo o mundo.

Festival d’été de Québec (Canadá): reúne mais de 300 shows em 11 dias, em uma imersão cultural única.

Tomorrowland (Bélgica): o maior festival de música eletrônica do planeta, com público de mais de 200 nacionalidades.

Glastonbury (Reino Unido): além da música, oferece arte, teatro, dança e debates sociais, ampliando a experiência cultural no coração da Inglaterra.

Lollapalooza (EUA, Brasil, Chile, Argentina, Alemanha, França e Suécia): um dos maiores festivais itinerantes do mundo, reúne artistas de diferentes gêneros e culturas. No Brasil, o evento divulgou recentemente seu line-up para a próxima edição em São Paulo, reforçando a relevância do país no circuito global.

Rock in Rio (Brasil e Portugal): um ícone da música mundial que conecta culturas e gerações. A edição carioca é considerada uma das maiores do planeta, enquanto a de Lisboa mantém o espírito brasileiro em solo europeu, atraindo milhares de fãs de diferentes nacionalidades.

Para os jovens, participar desses eventos enquanto vivem um intercâmbio é unir aprendizado com experiências inesquecíveis: ouvir bandas internacionais, conversar com pessoas de diferentes países, vivenciar novas línguas no dia a dia e ampliar sua visão de mundo. Afinal, como mostra a pesquisa Belta, mais da metade dos intercambistas brasileiros afirma que a troca cultural é a parte mais transformadora da experiência no exterior.

Assim, do The Town ao Coachella, passando pelo Tomorrowland e pelo Sziget, os festivais se tornam não apenas destinos turísticos, mas também portas de entrada para uma vivência global completa, capaz de marcar a trajetória pessoal e profissional de quem escolhe o intercâmbio como caminho.