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6 meses atrásem
Por
Bruno Artois
Há algo de profundamente poético quando uma artista brasileira cruza oceanos para dividir o palco com um dos maiores nomes do afro house mundial. É exatamente isso que acontecerá quando Emelly Bergamasco encontrar Shimza no club Mon Cheri, em Malta, no próximo dia 19 de setembro, no icônico espaço Marrakech do complexo Gianpula.
A trajetória que levou Emelly dos clubs brasileiros às pistas do Mediterrâneo não é apenas uma história de sucesso individual, mas um reflexo da força e da sofisticação que a cena eletrônica brasileira vem conquistando globalmente. Quando observamos artistas como a DJ e produtora paulista construindo residências sólidas em um dos destinos mais disputados da Europa, entendemos que estamos presenciando um fenômeno maior do que carreiras isoladas.
Emelly Bergamasco não chegou a Malta por acaso. Sua bagagem musical foi construída em alguns dos palcos mais respeitados do Brasil, passando pelos pulsos vibrantes do AME Laroc Festival, pela intensidade underground do CAOS, pela elegância do Soul Club e pela exclusividade do Club 88. Cada uma dessas experiências moldou não apenas sua técnica, mas sua compreensão única de como conectar diferentes culturas através da música eletrônica.
O que torna sua ascensão ainda mais fascinante é a naturalidade com que transitou entre cenários tão distintos. Do calor dos festivais brasileiros para as noites mediterrâneas de Malta, Emelly provou que a música eletrônica de qualidade transcende geografias e culturas, criando pontes onde antes existiam apenas distâncias.
Em Malta, a artista rapidamente estabeleceu residências que se tornaram referência. Do Café del Mar, onde o pôr do sol encontra grooves profundos, passando pelo Hive, até os refinados Prive Fridays e Prive Bohemia, cada apresentação consolidou seu nome como uma das brasileiras mais respeitadas na ilha.
Compartilhar o lineup com Shimza representa muito mais do que uma oportunidade profissional para qualquer artista. O DJ e produtor sul-africano, com seus impressionantes 1,1 milhão de seguidores no Instagram e 2,3 milhões de ouvintes mensais no Spotify, é considerado uma das vozes mais autênticas do afro house contemporâneo.
O que Shimza traz ao Mon Cheri não é apenas música, mas uma experiência cultural completa. Suas apresentações são conhecidas por criar jornadas sonoras que conectam as raízes africanas com a sofisticação da música eletrônica moderna, exatamente o tipo de experiência que o club Mon Cheri vem cultivando desde sua criação.
O club Mon Cheri se estabeleceu como o primeiro a trazer a experiência completa do afro house para Malta, criando uma proposta única que combina a energia ancestral do gênero com a atmosfera exclusiva do Mediterrâneo. Com seu conceito “Afrohouse meets Cherry Sweetness”, a marca conseguiu algo raro: traduzir uma cultura musical específica para um contexto completamente diferente sem perder sua essência.
O crescimento impressionante dos números do Mon Cheri conta uma história por si só. De 250 pessoas em maio de 2024 para eventos que já atingem mais de 3.500 participantes, como o planejado para o Gozo Carnival em fevereiro de 2025, o club provou que existe uma sede real por experiências musicais autênticas e bem curadas.
No espaço Marrakech do complexo Gianpula, onde o evento acontecerá, a arquitetura e a atmosfera criam o cenário perfeito para a fusão cultural que Emelly e Shimza proporcionarão. É um ambiente que respira luxo sem ostentação, sofisticação sem pretensão – exatamente o que se espera de uma noite onde culturas musicais distintas se encontram.
O que torna este lineup particularmente especial é como ele representa o encontro de duas geografias musicais distintas, mas profundamente conectadas. Emelly traz consigo toda a versatilidade e a criatividade da cena brasileira, conhecida mundialmente por sua capacidade de absorver, transformar e recriar influências globais. Shimza, por sua vez, carrega a autenticidade e a profundidade espiritual do afro house sul-africano.
Quando esses dois universos se encontram em uma ilha mediterrânea, o resultado promete ser uma experiência única. Malta, com sua posição estratégica entre Europa e África, torna-se o palco perfeito para esse diálogo cultural, oferecendo um contexto neutro onde diferentes tradições musicais podem se encontrar e criar algo novo.
A presença de Emelly Bergamasco no lineup do Mon Cheri ao lado de Shimza é também uma declaração sobre o momento atual da música eletrônica global. Vivemos uma era em que as fronteiras musicais estão mais fluidas do que nunca, onde artistas brasileiros não apenas exportam sua criatividade, mas também se tornam embaixadores de uma forma única de entender e viver a música eletrônica.
O evento do dia 19 de setembro não será apenas uma festa, mas uma celebração dessa nova geografia musical global, onde talentos emergem de qualquer canto do mundo e encontram seus pares através da linguagem universal dos beats e das melodias.
A expectativa de 1.000 a 1.200 pessoas para o evento reflete não apenas o apelo dos artistas envolvidos, mas também a maturidade de uma audiência que busca experiências musicais genuínas e transformadoras. Em um mundo saturado de eventos padronizados, propostas como o Mon Cheri se destacam exatamente por oferecer algo que vai além do entretenimento: uma experiência cultural completa.
Enquanto aguardamos a noite de 19 de setembro, uma coisa é certa: eventos como este estão redefinindo não apenas como consumimos música eletrônica, mas como entendemos as conexões culturais em um mundo globalizado. Emelly Bergamasco e Shimza, cada um representando sua geografia musical, criarão juntos algo que transcende fronteiras e nacionalidades.
Para a cena brasileira, a presença de Emelly em lineups internacionais de alto nível é mais um sinal de que nossos artistas não estão apenas exportando música, mas também visões de mundo, formas de sentir e de viver a cultura eletrônica. É um momento de orgulho e, mais importante, de expectativa pelo que ainda está por vir.
O Mon Cheri, com sua proposta única e crescimento consistente, prova que existe espaço no mundo para experiências musicais autênticas e bem curadas. E quando artistas como Emelly e Shimza se encontram nesse contexto, o resultado só pode ser algo verdadeiramente especial.
A contagem regressiva começou. Malta se prepara para uma noite que promete ficar na memória de todos que estiverem presentes, e nós estaremos aqui para capturar cada momento dessa jornada musical que conecta Brasil, África e Mediterrâneo em uma única pista de dança.
Encontrei minha paixão pela música eletrônica na infância e sonho em viajar pelo mundo fazendo o que amo e conhecendo novas culturas.
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