Publicado
2 anos atrásem
Por
Bruno Artois
No evento Toolroom Academy Live em Londres, a “From Mix to Mainstage – The Blueprint for Emerging Electronic Artists” foi apresentada, revelando as descobertas de um estudo inovador. O relatório, desenvolvido por Rufy Ghazi e David Boyle, ambos especialistas em estratégias de público e análise de dados para gigantes como a BBC e EMI Music, oferece um olhar detalhado sobre os desafios e as estratégias necessárias para artistas emergentes na indústria da música eletrônica.
Miles Shackleton, da Toolroom Academy, expressou a preocupação sentida pela comunidade acadêmica: “Há uma frustração palpável entre os estudantes, que, apesar do trabalho intenso na produção e contribuição significativa para a cena musical, não veem esse esforço refletido em oportunidades reais.” Este sentimento sublinha a dificuldade de transição de ambições pessoais para carreiras sustentáveis no setor.
O estudo foi motivado pela necessidade de entender melhor essas lacunas e oferecer soluções práticas. Ele analisa as experiências de centenas de alunos que participaram dos cursos e programas de mentoria da Academia, proporcionando uma perspectiva valiosa sobre a luta para se estabelecer numa indústria competitiva e multibilionária. O relatório serve como uma resposta direta a esses desafios, identificando barreiras comuns e delineando estratégias eficazes para o desenvolvimento de carreiras.
Shackleton afirma: “Este relatório é um passo crucial para abordar um problema significativo na nossa comunidade. Destaca as dificuldades enfrentadas pelos novos artistas e propõe estratégias de sucesso, delineando o papel que a indústria pode desempenhar em apoiar estes talentos emergentes.”
O estudo encontrou que uma grande porcentagem de novos artistas, 76%, não considera suas carreiras financeiramente sustentáveis, e 62% têm dificuldades para cultivar uma presença online. Além disso, 88% dos entrevistados lutam para entender algoritmos e desenvolver estratégias promocionais, apontando para barreiras além da simples produção musical, incluindo aspectos de networking, marketing e o impacto emocional de rejeições.
O estudo também sugere abordagens para desmistificar a indústria e fornece orientações específicas para educadores e mentores, enfatizando a importância de preparar os artistas para as realidades do mercado musical atual. “Nosso futuro objetivo na Toolroom Academy é compreender e atender às necessidades de nossos alunos em um setor em constante evolução,” disse Shackleton. “Esperamos moldar a educação musical para o futuro, com um foco em networking, construção de marca e resiliência, garantindo que nosso ensino seja prático e diretamente aplicável.”
“From Mix to Mainstage – The Blueprint for Emerging Electronic Artists” está disponível aqui !
Essa realidade não é exclusiva do cenário internacional. No Brasil, a situação dos artistas emergentes espelha a global, com desafios adicionais impostos por um mercado ainda mais segmentado e por vezes limitado em recursos e visibilidade. A necessidade de adaptar as estratégias educacionais e de desenvolvimento de carreira refletidas no relatório da Toolroom Academy é igualmente crucial em território brasileiro, onde a fusão de criatividade com habilidades práticas pode ser a chave para transformar potencial em sucesso palpável.
Por fim, este relatório não apenas ilumina caminhos para a melhoria e adaptação das práticas atuais, mas também serve como um convite à reflexão para todos os envolvidos na indústria musical. Como podemos, como comunidade global e local, melhor apoiar os artistas no alvorecer de suas carreiras? Qual será o impacto dessas mudanças na música que ouviremos amanhã? A resposta a estas perguntas moldará o futuro da música eletrônica, tanto em cenários internacionais quanto no vibrante mercado musical brasileiro.
Encontrei minha paixão pela música eletrônica na infância e sonho em viajar pelo mundo fazendo o que amo e conhecendo novas culturas.
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